Sexta-feira, uma paixão nacional!
Até que enfim chegou sexta, antes de tudo parabéns (isso mesmo parabéns, por ter aturado o resto da semana) você é um campeão, depois de uma longa jornada acompanhada pelo tédio, hoje você finalmente chegou aonde os japoneses chegaram ontem! Foi pensando em se divertir que José aproveitava toda sexta-feira, não tinha limites, nem mesmo dentro da empresa, atazanava secretárias e recepcionistas, José chegou a receber o titulo “honorário de cidadão da sexta”. Após anos de trabalho a felicidade de viver novamente uma sexta-feira era completamente igual, fez questão de que seu casamento fosse numa sexta, seu filho nasceu numa sexta – depois da farra foi até a maternidade ver o filho, apesar dos exageros José continuava fiel aos seus compromissos que só ocorriam na sexta (dizia ele que de sexta tudo é sempre muito bom), segundo ele, foi numa sexta que deu o seu primeiro beijo, José está intimamente ligado à sexta-feira, em homenagem à sexta escreveu esse poema;
Na segunda sou assim, mórbido, sombrio, à espera do fim! Na terça eu falo, mas cansado me calo! Na quarta, o tempo é de aguardar! Na quinta, um sorriso aflora! Na sexta, na sexta tudo é liberado, possível de ser realizado!
Deve ser por isso que o José incorporou em seu nome sexta (José Sexta da Silva) ainda vão dizer que o José é louco, mas não é um louco comum, José é louco pela sexta-feira, uma paixão nacional.
Escrito por Lord Blake às 08h33
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Vandalismo cultural
Os vândalos atuais lutam pela bandeira da cultura, esse lema é um tanto depreciativo, pois as lutas pelas causas devem, e sempre serão, nobres e conceituais, no momento em que a força é usada nenhuma causa é precisamente verdadeira ou objetiva. Quando observamos uma legião de delinqüentes subversivos utilizando meios nocivos, não estamos diante de honrosos homens que pensam, estamos diante de vândalos, seres que abusam, sujam e infectam nosso país. Obviamente nenhum cidadão tem uma satisfação 100% garantida, mas destruir, coibir e descarregar o ódio mediante a violência, é um ato covarde, estúpido e medíocre. O velho-oeste não é, e nunca foi aqui, se a justiça fosse feita com nossas próprias mãos, certamente já teríamos morrido, lembro-me do João, não o do pé de feijão, um rapaz furioso e descontrolado, seguia ferozmente quem se opusesse às suas idéias, parecia um caçador de recompensas, no seu velho-oeste quem ditava às regras era ele, dizia que tudo isso era necessário para que todos absorvessem cultura, hoje muitos anos depois, está isolado num manicômio, em uma de suas sangrentas causas, matou o pai e mãe, pois não concordava que o nascimento dava-se por intermédio de uma relação, João acreditava que a existência devia-se à teoria da evolução. Hoje muitos não estão longe do pobre João, abraçar e lutar por uma causa exige consciência, discernimento e muita, mas muita certeza do que se segue e do que se faz, aliás somos regidos por leis, descumpri-las não é uma ato revolucionário, é um ato de vandalismo.
Escrito por Lord Blake às 07h57
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Meu mundo é... O poder!
Quando os primeiros conceitos de sociedade surgiram, uma disposição muito forte para o poder começou aflorar em alguns cidadãos, no início esse ímpeto para liderança não incomodava, mas o exemplo da história demonstra que por muitas vezes a luta pelo poder gerou discórdia (o que de fato ainda hoje gera) e conspirações, assassinatos, guerras e situações animalescas. O homem no seu todo, não se apercebe de atos irrefletidos, o homem no seu todo, totaliza um animal. Mas o desejo pelo poder nasce na necessidade de alguns (não é nada pessoal) serem governados, se não houvesse essas pessoas certamente o mundo seria bem melhor (não que o mundo seja uma grande droga – eu mesmo não sou pessimista). Mas já notou como o poder é capaz de corromper uma família? Vamos examinar dessa forma, se o poder fosse tudo como seria a vida do pequeno príncipe? Como seria um poderoso vivendo no asteróide B-612? Certamente o poder não teria tanta importância, mas o status corre nas veias dos ambiciosos (a maior preocupação do Pequeno Príncipe eram os baobás - grandes árvores que poderiam destruir o asteróide. O garoto precisava arrancar as mudas dos baobás antes que eles crescessem) não traz preocupações mais importantes como no caso do pequeno príncipe, se nesse momento o poder desse lugar à igualdade e cooperativismo, o poder teria um direcionamento mais conclusivo na questão do valor a ele atribuído, mas, o que faz o poder hoje? Ele derruba amizades, companheirismo, confiança e o espírito coletivo, afinal, um poderoso não precisa de outros para auxiliarem. Um dado importante é que no ultimo século, o poder foi o motivo principal de atos malignos que entraram para história. Um dia iremos repensar o que de fato é o poder, e quem sabe nesse dia o homem não se conscientize de que não somos nada, certamente nesse dia o mito do poder será eliminado, e seremos iguais em tudo. Mas até que isso não aconteça,faça o que estou mandando, afinal, o poder já tomou conta da minha vida...

Escrito por Lord Blake às 07h26
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São Paulo, capital do caos
O centro já não é mais o mesmo, ruas estão recebendo uma nova composição de concreto e às calçadas estão sendo ampliadas, tudo pelo projeto “viva centro”, é claro que isso embeleza nossa grandiosa cidade, no entanto, o caos instaurado é quase uma guerra, Zuca estava fazendo um passeio pelo centro histórico, como se já não bastasse a preocupação com os ladrões, tinha que se preocupar com seus passos, pois a qualquer momento poderia cair em algum buraco (grande novidade no centro!) mas inevitavelmente enquanto contemplava o Teatro Municipal, envolvido pela sensação da arte, foi direto para o buraco, o tombo até que não foi feio, mas o prejuízo, esse foi grande sua linda e nova máquina fotográfica digital (último modelo) sofreu arranhões irreversíveis, enquanto padecia no buraco alguns transeuntes pensavam em chamar o resgate, pois o pobre estava lá inconsolável, criou forças e levantou-se, uma forte e calorosa salva de palmas despertou Zuca, a multidão bradava: “Ele está bem!” Mas sua máquina, essa não estava nada bem, hoje Zuca conheceu um pouco do caos urbano, um simples buraco pode causar um grande dano, tratando-se de São Paulo o dano ainda foi bem maior, enquanto limpava-se, uma mão muito ligeira, surrupiou sua preciosa e valiosíssima máquina digital (último modelo), deve ser por isso que os mais antigos dizem: Que uma vez no buraco, sempre no buraco...

Escrito por Lord Blake às 11h49
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